Por: Israel Belo de Azevedo
www.prazerdapalavra.com.br
Meus amigos estão ficando velhos, o que quer dizer que eu também estou. (Se já não fiquei.)
Em 1977, fui ao primeiro aniversário do filho de um amigo. Dois meses depois, tive que comparecer ao funeral desse menininho. Meu amigo, pastor, tirando forças que só um crente sabe da onde, pregou que Deus lhe dera um filho, Deus lho tirara e bendizeu o nome de Deus, como Jó.
Muitas vezes conversamos, mas ele nunca falou do filho que lhe fora inexplicavelmente retirado.
Muitas vezes caminhamos juntos, mas eu nunca lhe perguntei sobre o bebê definitivamente levado.
Eis que 34 anos depois, meu amigo fala publicamente de sua dor. E se tranca no seu merecido silêncio.
Onde estive que ele não pôde chorar comigo?
Que vida vivi que não lhe percebi o vazio?
Que escolhas me levaram para longe do coração do meu querido.
Meu irmão, eu lhe devo um abraço.
Você ainda o aceita?
E tudo isto demanda coragem!
Este blog destina-se a oferecer um ponto de vista do cotidiano à luz dos valores do Reino de Deus
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Revendo nosso padrão de justiça
Por: Jease Costa
1 Samuel 30.21-25
“E quem vos daria ouvidos nisso? Pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais’ (v.24).
Foi esse o conceito de justiça aplicado por Davi ao voltar vitorioso da guerra. Um grupo foi à batalha e outro, cansado, ficou guardando a bagagem. Ao voltar com o despojo, que eram os bens saqueados dos inimigos vencidos, mesmo contrariando alguns, Davi o repartiu em partes iguais com todos.
Parece injusto, não é mesmo? Não seria mais correto dar maior gratificação aos que se esforçaram e lutaram no campo de batalha, em detrimento dos que ficaram descansando?
Isso nos faz rever nosso conceito de justiça. O propósito da justiça não é privilegiar uma elite definida por sua bravura, competência ou destemor, mas garantir o bem comum, considerando que nem todos têm as mesmas qualificações, mas que todos são necessários na abrangência dos seus limites, mesmo que seja apenas para ficar “guardando a bagagem dos que foram lutar”.
A aplicação da justiça também tem a ver com a inclinação moral de quem tem o dever de exercer o juízo. O versículo 22 diz que foram os maus que queriam proibir os que não foram guerrear de receber sua parte do despojo. Isso mostra que nós não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos. Não se pode esperar justiça de quem tem um coração injusto. O coração de Davi era justo, logo suas ações refletiram o mais alto padrão de justiça. Injusto seria alguns poucos saírem com muitas coisas, e outro tanto sem nada. Como alguém já disse, “é melhor muitos comerem pouco do que poucos comerem muito”.
A desigualdade que vemos nas várias camadas sociais é resultado de um conceito deturpado de justiça. Um coração justo não pensa apenas em seu próprio benefício, mas no bem comum.
1 Samuel 30.21-25
“E quem vos daria ouvidos nisso? Pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais’ (v.24).
Foi esse o conceito de justiça aplicado por Davi ao voltar vitorioso da guerra. Um grupo foi à batalha e outro, cansado, ficou guardando a bagagem. Ao voltar com o despojo, que eram os bens saqueados dos inimigos vencidos, mesmo contrariando alguns, Davi o repartiu em partes iguais com todos.
Parece injusto, não é mesmo? Não seria mais correto dar maior gratificação aos que se esforçaram e lutaram no campo de batalha, em detrimento dos que ficaram descansando?
Isso nos faz rever nosso conceito de justiça. O propósito da justiça não é privilegiar uma elite definida por sua bravura, competência ou destemor, mas garantir o bem comum, considerando que nem todos têm as mesmas qualificações, mas que todos são necessários na abrangência dos seus limites, mesmo que seja apenas para ficar “guardando a bagagem dos que foram lutar”.
A aplicação da justiça também tem a ver com a inclinação moral de quem tem o dever de exercer o juízo. O versículo 22 diz que foram os maus que queriam proibir os que não foram guerrear de receber sua parte do despojo. Isso mostra que nós não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos. Não se pode esperar justiça de quem tem um coração injusto. O coração de Davi era justo, logo suas ações refletiram o mais alto padrão de justiça. Injusto seria alguns poucos saírem com muitas coisas, e outro tanto sem nada. Como alguém já disse, “é melhor muitos comerem pouco do que poucos comerem muito”.
A desigualdade que vemos nas várias camadas sociais é resultado de um conceito deturpado de justiça. Um coração justo não pensa apenas em seu próprio benefício, mas no bem comum.
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